A primeira vez que ouvi: “Vou medicar seu filho, este remédio ajudará muito, impedirá que tenha convulsões...”, guardei a receita, sem dizer nada, eu era contra a medicação .
Sentia o peso da minha responsabilidade, mas não conseguia imaginava meu bebê com aquela medicação. Eu pensava: “Vai mudar todo o seu comportamento ,será outra pessoa”.
Decidi então que ouviria a opinião de outros medicos , consultei os seguintes profissionais:
• Tempo de viver: não medicaria (receitou Maracujina);
• Apae: não medicou psicotrópico ( fonoaudiólogo e pedagoga);
• Psiquiatra partícula: somente o medicaria se ele colocasse a própria vida em risco, caso contrário, a medicação somente seria dada após os 7 anos;
• Neuropediatra particular: profissional que o medicaria.
Quando terminei todos os exames e voltei ao neuro , a questão do medicamento também voltou. Disse-lhe que só medicaria meu filho se ele tivesse uma convulsão. O medico então me disse :: “Bom........ vou encaminhá-la a um conhecido meu, que é um dos melhores profissionais nesta área (autismo).”
E foi assim que conheci Dr César de Moraes, que, até hoje, acompanha meu filho. Sempre tive certeza de estar com o profissional certo.
Quero agradecer ao neuro pediatra pela humildade que teve de me encaminhar a outro profissional especializado em autismo (já que eu não o conhecia )
A partir da minha consulta com o Dr César, ficou decidido que o Victor tomaria vitamina B6 diariamente ( Piridoxina e Aspartato de Magnésio ) .Quando decidi não medicar o Victor tive muitas cobranças.....escola/profissíonais/amigos , era uma opção não medica-lo e assim foi até os 7 anos, quando começou com o Risperidona ,
PS: Quero deixar claro que estou fazendo um relato (da nossa historia)...nao tenho a intençao de formar opniao a partir da minha decisao de nao medicar o victor. toda criança tem o direito de ser/ter acompanhamento de um profissional especializado, e pais/profissionais , num comun acordo decidem o que for melhor para seus filhos.
Att.
Eufrasia (mãe do Victor)